5 de janeiro de 2012

Aqueles




A síntese deste amor é a mesma da sobreposição das palavras,
um enluarado de discursos descuidados e desconexos
uma saudade que dói na alma e que permite a carne sangrar
o desconforto da solidão de quem ama a quem permite ser amado
que graças a distancia faz da ausência uma paixão ainda maior,
é sempre a mesma troca de insultos  melodiosos e desnecessários,
o olhar fadado a seguir eternamente cada passo em falso, um curso,
mas em cada novo recomeço que se faz recorrente, mais um passo,
e eu sou apenas mais uma pessoa sem conduta trilhando caminhos,
seguindo sozinho para em fim dar trajetória ao meu destino.

3 comentários:

J. Ríos disse...

Poeta, me emudeci ante tanta grandiosidade, tanta verdade...Me encontrei em cada palavra!

Abraço

Espero tua visita em anjoclandestino.blogspot.com

Ana disse...

Adorei!!
portentoso!!

Me encontrei por aqui...
Ei de te seguir...

Xero

Ana

Nathalia Nicolosi disse...

Olá, anjo! Que saudade eu estava dessa sua leveza em escrever. Sempre um gentleman! Beijo.