27 de maio de 2011

Sensibilidade e sabor



Fez-se uma safra de calhordas apaixonados, pessoas que se dizem românticas, adeptos de bons vinhos para atingirem objetivos não tão bons assim. Sim, eu falo de embriaguez e meia dúzia de palavras forjadas. Mas entenda que isso não é amor, e podemos até chamar de oportunismo. As juras de amor se desfazem por completo, acompanhado esta a ressaca de quem bebeu no objetivo de desfrutar alguns momentos de prazer. Prazer para uns, para outros seria apenas insônia, uma noite cujo sono não foi recuperado. Ao mesmo tempo em que é revoltante é comum (não deveria). Mas poxa, a vida esta tão vazia, repleta de pessoas cheias de si, de surpreendente falta de carinho, devido a isso fica fácil entender o motivo de palavras descabidas soarem com tanto fascínio aos ouvidos alheios. Quem é vitima desta situação também se torna culpado, pois o ego é capaz de ignorar o bom senso e reduzir a pó a compostura de quem se diz verdadeiro, já que a ilusão é a mentira de nós para nós mesmos. O romantismo hoje em dia não passa de mera formalidade, algo que se pratica poucas vezes na vida, e que na maioria dos casos não é sincero. Já a união de duas ou mais palavras correspondem a centenas de interpretações, mas não culpe os poetas pelo ilusionismo de sentimentos inexistentes, apenas os perdoem, pois eles também acharam que sabiam o que era amar, e talvez tenham traduzido ou codificado o significado de cada parágrafo sem nexo escrito num momento de calhordagem regada por muito vinho!

"Hoje é dia de vinho e mulheres, alegria e risadas. 
Véspera de sermões e muita água mineral." 

(Lord Byron)

Um comentário:

Sandro Ataliba disse...

Quando ambos estão se enganando, ninguém está enganando ninguém.
Mas o sentimento verdadeiro realmente é cada vez mais raro.
Abraço!