10 de abril de 2011

Melancolia


Encontre a face do meu amor mais cantante,
deste obsoleto amor sem fim.
Amor desigual e distante.
Amor total, desamor por mim.

Não há fatos, se quer boatos
que um dia este amor aconteceu,
já que nem ao menos me reconheceu.

Mas sim, era amor,
talvez fosse tímido, calado,
reprimido pela rigidez do silêncio
ou pela controvérsia dos sentimentos ofertados.

Mas na busca de ser compreendido
entrega o perdão de bandeja.
Eis ai o amor que rejeita.
Eis aqui o coração que apedreja.

3 comentários:

Wanda disse...

Muitas vezes não temos fatos, mas temos indícios de que o amor foi/é real. Eles estão dentro no nosso coração e mora nos nossos mais límpidos sentimentos!

Beijo anjo!

Sandro Ataliba disse...

Belas palavras, mesmo que tristes. Aliás, o único lado bom da tristeza são as palavras que ela inspira.
Abraço

Pra Contrariar a Quietude disse...

O puro amor em si, só ou não, já é um grande acontecimento no coração de quem oferece, não precisa ser provado quando se ama de verdade.