25 de abril de 2011

Morada



Quando eu repousar,
mesmo que em distância,
sobre as palavras mal compreendidas
e distribuir esperança
na plenitude desta vida,
poderá haver uma estância
e um pouco de saudade reprimida.

Porém você,
moça do sorriso farto,
quero que descubra
onde escondo teu retrato.

22 de abril de 2011

Análogo



Talvez o mais difícil
fosse acordar no outro dia
e perceber que
não foi um sonho.

Que meio sorriso
não ameniza
todo o sofrimento.

Piadas nos fazem
sorrir por fora
e o choro insiste em
machucar por dentro.

A culpa corrói
e insiste em manter
as mãos tremulas.

Perguntas e pensamentos
são as únicas
companhias da mente.

Mas o corpo insiste
em agir com o coração
e pelo menos desta vez
preciso e procuro pedir

PERDÃO!

13 de abril de 2011

Sujeito


Disfarce momentâneo,
resultado de perdas e ganhos.
Muita beleza envolvida,
olhos furiosos e discrição.
Histórias forjadas
e muita sujeira varrida
pra de baixo do tapete.
Velocidade, drogas e sexo!
Loucura instantânea,
cores vibrantes e piscantes.
A noite como a eternidade,
vestimentas em uso
e uma série de sentimentos confusos.
O último uísque como saideira.
Insanidade retida assim como
a calada da noite.

(...) Assim espera a moça correta,
debruçada na janela,
que esqueceu o poeta
e espera o seu motoqueiro errante
das noites mais inebriantes.

10 de abril de 2011

Melancolia


Encontre a face do meu amor mais cantante,
deste obsoleto amor sem fim.
Amor desigual e distante.
Amor total, desamor por mim.

Não há fatos, se quer boatos
que um dia este amor aconteceu,
já que nem ao menos me reconheceu.

Mas sim, era amor,
talvez fosse tímido, calado,
reprimido pela rigidez do silêncio
ou pela controvérsia dos sentimentos ofertados.

Mas na busca de ser compreendido
entrega o perdão de bandeja.
Eis ai o amor que rejeita.
Eis aqui o coração que apedreja.