25 de março de 2011

Condição perpétua


Se meus sentimentos provassem do fel e das alturas,
e despojassem de atitudes palpáveis,
a coordenação do meu pulso não seria certeira
e erraria na medida e na beleza descrita em palavras.

Porém eu, reles humano, errante, poeta e repleto de planos,
me justifico em ausência e recebo a promessa das escolhas,
e de um sempre e próximo fim, e das noites vividas
e paixões para sempre proibidas.

Fica a imortalidade dos pensamentos
que inundam o silêncio  deste quarto tão vazio,
desta vida, vivida e tão descabida
e desprovida de adjetivos.

Somos tão objetos quanto à mobília,
perplexos e estáticos na maioria das vezes,
na metade dos atos.

Descanse, repouse em meu peito, e condiga,
ou retome, ou apenas se cale, mas jamais silencie,
nem perante o mistério, nem diante do mundo.

Provoque a insensatez, a balbúrdia
e a entonação das palavras fúteis,
descumpra as regras, entre em desacordo,
e me guie e me esqueça, e me espante,
mas corra por onde quer que eu ande.

Justifique a minha condição como teu amante,
como teu pra sempre, mesmo que por alguns instantes.

4 comentários:

Thaís Alves disse...

Mais um lindo poema. Sua escrita é muito linda! Fico sem palavras diante de tanto sentimento e tão verdadeiro. Beijos.

mɑʀi disse...

OOOOie!
como eu adoro muiito seu blog hehe...
tem um selinho la no meu pra vc tá? *---*
beiiijo ♥

Rart og Grotesk disse...

"Somos tão objetos quanto a mobília" interessante comparação!Belo texto!

Se quiser, visite meu blog de arte obscura http://artegrotesca.blogspot.com
bjs

andriele disse...

olá adorei seu texto
muito bom mesmo
ja estou te seguindo
otima noite
beijos
:)
andryelle.blogspot.com