15 de junho de 2010

Subjetividade

É preciso controlar o sentimento
para não se iludir com gentilezas,
pois toda vez que ouvir chamar seu nome
não aposte nas incertezas da vida.
Tudo não passa de um simples alô.
-Então por que ela liga para mim?
São meras coincidências do destino,
suposições impostas pela inquietude
de um coração que resiste em
acreditar no amor.

7 de junho de 2010

Paralelo...


Os sinos que antes repousavam

por entre aquelas pilastras,

rasgam o silêncio.
A rotina, assim como as pessoas,

voltam a preencher largos vazios

por entre as ruas.
Tudo parece voltar à normalidade.
É neste intervalo

entre a loucura e a sanidade

que posso reconhecer o quanto

fazem falta os entes queridos,

estes que já não entendem

tamanha demonstração de carinho.
Por fim não tenho muito tempo,

logo os sinos tocarão mais uma vez

transformando minha vida em solidão.
Então, volta o frio,

as folhas secas ao chão,

a obscuridade que se encontra

por entre as ruas.
Coloco as mãos no bolso

e sigo em direção do meu refugio...

Transparecer


Ao dedilhar os dedos por minúsculas peças

presas a algo tão sem sentimento,
ouvindo barulhos sem nexo,

talvez até por um breve anexo.
Pondera minhas letras inseridas por descuidos,

visa algo além do que grafias secas

e também duras por não exprimir o que sinto.
Quero que saiba que por de trás desta janela

há um ser que se curva diante a cumplicidade

e a lealdade imposta pelo que chamamos de amizade.
Tudo se torna passível deste amor sem mim.
Isso prova que sentimentos são dispersos pela alma

e não por esta massa corpórea.

1 de junho de 2010

"... apenas mais um abandonado..."