4 de abril de 2010

Sem resposta...


As batidas na porta são prenúncios de que alguém chora.
Assim determina a noite envaidecida com tanto silêncio.
A porta ringindo afirma tal questão.
E como o ar que invade meus pulmões, ela adentra a minha vida.
Pede desculpas,
implora ajuda
e um lugar para ficar.
Nada de negações quanto a ajuda, nem em relação as suas palavras.
Palavras que confortam meus ouvidos assim como a companhia.
Após horas passadas, que perpetuam a madrugada, o sorriso foi ficando mais solto.
E tudo vem em sequência:
choro,
risos,
palavras gentis,
carícias
e por fim o amor.
Quem podia renegar a lábios tão sublimes e provocantes?
A cabelos negros, lisos e estonteantes?
Tamanha euforia de um coração a tanto maltratado,
que esqueceu os martírios do passado
e se entregou a essa paixão.
Achou por bem beija-la enquanto proporcionava prazer.
Bastou sonhar para começar a viver.
O sono brindou a noite como se estivesse em festa.
E por fim o dia amanheceu,
e ao olhar para o lado não se convenceu.
Na cama somente lençóis amarrotados
e as marcas de que alguém ali havia passado.
Mas sabia que não se tratava de um simples sonho.
Tudo que era belo fugiu por entre os dedos.
Passado algum tempo voltaram as batidas na porta,
porém esse alguém, pelo menos essa noite, ficará sem resposta.

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