3 de dezembro de 2009

Santo homem




Tanto, Santo, quanto o que o trazia a beira de um abismo, cujo olhar tristonho e ressequido de outras andanças, de outras auroras, trazendo consigo no olhar lágrimas de um bom moço que não chora. Grita em meio ao vale profundo só para ouvir ecos em sua mente sã, e cai, cai no delírio de voar por abismos sem fim.


Pensa no que fez, mas diz: -Retornarei outra vez!!! Nem sons, nem gemidos, talvez, somente a história de um coração partido. Desiludido foi ao acreditar na realização dos sonhos, na alma. E como saber o final dos pesares se ninguém mais teve a coragem!


Santo, homem derradeiro, desordeiro. Teve os momentos risonhos.


Santo, homem solto. Desprendeu-se da vida, da sina.


Meros desencontros entre alegrias e tristezas.


Santo homem!

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