30 de dezembro de 2009

1º e 2º Ato - O fim da essência


Há quem tema a morte.
Mas é mais plausível acreditar que não sairemos vivo
e devemos nos acostumar a tal fato.
Fato esse tão fatídico, mas que não deixa de ser verdade.
Posso me considerar amante da morte.
Claro que não sou adepto ao suicídio (longe de mim).
Apenas, como ser humano normal (ou quase isso) que sou
tenho a nítida convicção que a morte não é um fim
e sim apenas um fechar de cortinas, uma passagem.
Você nasce e morre,
essa é a lei da vida ou da morte, não sei!
Cultuar mortos também não é bom.
É preferível ter respeito enquanto vivos.
Afinal restos mortais são para os vermes,
isso pode parecer ofensivo,
mas não passa de um simples processo,
um ciclo pelo qual toda matéria tende a passar.
Então nossos corpos serão constituintes de outros meios.
Tudo isso nos coloca a pensar!
Deixe a morte de lado.
Encare a vida, dela sim você poderá tirar proveito.
Deixe que o tempo se encarregue da morte.
Viva cada vão momento.

Empatia insurgente


Parecia feita para mim,
presente nela estava toda a atitude que você possa imaginar.
Sabia fazer sonhos e planos,
era rebelde e especial
duas características jamais vista em uma única mulher.
Era como um recorte de revista,
parecia saída de um filme.
Tinha os olhos mais sérios que eu já vi
e o mesmo rosto de criança.
Um sorriso belo
e outras características marcantes.
Também tinha defeitos imensuráveis,
nada que fizesse gostar menos dela.
Acredito até estar apaixonado por seus erros,
erros esses que me completam.

Ai esta a cumplicidade do amor!!!

16 de dezembro de 2009

Ventos e pensamentos (soltos) - Decifra-me ou te devoro

...Pés solidários para contemplar a mais bela criatura,
tão humana e tão desigual.
Desvia a minha atenção
e segue em meu pensamento,
traz consigo a beleza e o brilho que tanto me atrai.
Me tem em suas mãos.

Consome parte de mim...


...Estou precisando de algo novo.
Novidades pra contar.
Escondido em meu silencio.
Dádiva de um amor maior!...

...Pelo menos esta vez esqueça o amor,
Você consegue fazer isso?
Pelo menos tente!
Esquece os beijos e abraços,
O entre laçar de pernas, o sexo.
Delete as palavras doces, os sonhos e as caricias.
Difícil, não?
Feche os olhos, apague as trocas de olhares.
Arranque as paginas, destrua todos os poemas...

...Talvez meu telefone toque às 3 da manhã.
Espero que seja você a interromper meu sono.
Que seus suspiros e suas palavras.
Quero você somente nesta noite.
Quero a última bebida como saideira.
Quero despir-te toda
e acabar de vez com esta brincadeira...

3 de dezembro de 2009

Santo homem




Tanto, Santo, quanto o que o trazia a beira de um abismo, cujo olhar tristonho e ressequido de outras andanças, de outras auroras, trazendo consigo no olhar lágrimas de um bom moço que não chora. Grita em meio ao vale profundo só para ouvir ecos em sua mente sã, e cai, cai no delírio de voar por abismos sem fim.


Pensa no que fez, mas diz: -Retornarei outra vez!!! Nem sons, nem gemidos, talvez, somente a história de um coração partido. Desiludido foi ao acreditar na realização dos sonhos, na alma. E como saber o final dos pesares se ninguém mais teve a coragem!


Santo, homem derradeiro, desordeiro. Teve os momentos risonhos.


Santo, homem solto. Desprendeu-se da vida, da sina.


Meros desencontros entre alegrias e tristezas.


Santo homem!