12 de novembro de 2009

Outrora


Há quem conjura a liberdade, que ame e que realmente se aproxime do exato momento em que o acalanto de minha alma se torna singelo, referente a um inexistente amor eterno.
Eterno e de um todo solitário, sem fé, sem pudor, sem qualquer sonho, até mesmo os sonhos realizados, sem amplitude de certa forma imaculada.
E talvez na duvida paire para poder observar algo mais dentro de mim, sem escrúpulos.
Traz para mim um real sentimento, piedade ou tormento, ou a vida entregue aos braços meus como sopros por entre as curvas, a chuva, a rua, a festa e o que me resta.
Resta ou sobra um pouco de mim, pedaços de um tudo, restos de um nada!
Mas não deixe de me ouvir, sorrir, sentir.
Finda o sentimento como quem deixa de beber água, água esta que transborda por entre os lábios que se tornam solidários ao encontro do amor.
Faz das minhas inúteis palavras a tua oração. Repita todas as noites em sussurros abertos ao encontro de ecos, propaga o amor como umas das melhores armas, e a noite como um campo de batalha. Guerra essa que só tem merecedor.
Termina sangrando a minha alma, translúcida as verdades impostas. E grita bem alto um, bem mais que, “EU TE AMO”! E sob a luz da lua que vivência e traz consigo a armadilha e o encanto, põem um sorriso em campo e me abrace mais uma vez.
Desta vez para um sempre amor sem fim.



Affonso Schmitt Paiz