23 de setembro de 2009

Anjo caído


Abriu as asas e voou

de encontro a lança,

que já não mais alcança

o peito de um imortal.

Esse imortal amor

que travou barreiras

entre lançaços de adagas.

Faíscas, flores e estacas

que atravancam o caminho.

O sangue que mancha o véu,

a água que desbota o céu,

a vitória sem vencedores.

Tudo passa em câmera lenta

e enfim para,

com um entre cruzar de espadas

junto ao peito.

Do susto ao tombo violento

o anjo caído levanta,

arranca as asas,

e tira o véu

e surge a primeira lágrima

em forma de chuva

que cai do céu.

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