30 de agosto de 2009

O SONHO OPOSTO


















É como quem conjura a liberdade,


é como quem traz, assim como o vento,


um leve sentimento


que contorna a alma


e sobre tudo, o esperado.


Sobre o sol e uma lua.


Sobre a cama, sobre a rua.


Distante e obscuro.


Transparente e inseguro.


Mas não deixe a vida transparecer,


Não deixe a verdade surgir,


Não deixe de amar e sorrir.


Pois tudo acaba para um novo recomeço,


E só então:


Liberdade é uma aprisionada,


O sentimento é deixado para trás,


a alma continua pequena,


o sol e uma lua já não se escondem,


uma cama e uma rua já não se encontram,


a vida supera a morte,


a mentira vira verdade


E você deixa muita coisa de lado,


Só para acordar de um sonho.


Sonho que eu sonhei!




A.A. Schmitt Paiz


Sem final feliz...


Ela traz um sorriso


me olha de um jeito indeciso


aparece em meus sonhos


e me ensina a amar


colore meus dias


transforma a minha vida


inclina a cabeça


faz caras e manhas


diz que me ama


mas não ama ninguém


cada noite uma aventura


cada dia me tortura


corre como quem busca liberdade


e mantém meu coração preso


conta a verdade


mas só mente para mim


me faz feliz


somente neste instante


conta mentiras ao pé do meu ouvido


diz coisas que duvido


e tudo termina sem um ponto final

27 de agosto de 2009

Poetas Desvairados


Poeta desvairado

escreve loucamente

um poema de ilusão

para um amor distante,

distante da realidade,

além de um infinito,

imortal, contruido

sobre um pedestal

no qual qualquer humano

se torna irreal, imortal,

ou um errante poeta

que errou ao amar.


Affonso S. Paiz
Entre os dois mundos
só existe uma passagem,
com ida,
sem volta.
É ela a eleveção
do corpo, da alma.
É o porquê da
existência.
É a desistência da vida.
Posta à quem a chama de:
Morte!!!
Affonso

MINHA VIDA PORTA À FORA

Espero uma resposta
que vem de longe
e está distante
da minha busca errante.

Por enquanto aguardo calmo
no frio do vento
e no tormento
o caminho invento.

O tempo é longo
o longo alarga
e a rua estava
onde deveria estar.

Os velhos andam
por entre os trilhos
e o silêncio
se escuta no nono andar.

Coloco as armas na mesa
o fogo esquenta
o corpo é quente
e a vida passa na minha frente.

O dia segue novamente
as perguntas continuam
o esquecimento vira rotina
e eu mais uma vez vou ver ela na mesma esquina.

Por Affonso

21 de agosto de 2009

Quintanares

  • O difícil é a arte de desler.
  • A imaginação é a memória que enlouqueceu.
  • Os verdadeiros crimes passionais são os sonetos do amor.
  • Estilo é uma dificuldade de expressão.
  • Canibalismo é uma maneira exagerada de apreciar o seu semelhante.
  • A recordação é uma cadeia de balanço embalando sozinha.
  • Nós não perdemos os mortos, os mortos é que nos perdem.

Altruísmo


Será que você sabe qual é o tamanho

do meu amor?

Você sabe ao menos quem eu sou?

Então não me iluda.

Não me olhe, não sorria para mim.

Você não sabe o mal que me faz.

(Te amar e não ter você em meus braços)

Agora quero acordar e ver que tudo foi um sonho,

e que ainda não amanheceu.

Quero sair na varanda e gritar teu nome,

mas não quero respostas,

quero o silêncio que o vento traz.

Mas quem sabe o destino nos una

num encontro casual,

e nos mostre que o amor é testemunha ocular

que meu amor é tão imenso quanto o mar.


Por Affonso Schmitt Paiz

As Brumas de Avalon (The Mists of Avalon)

"...A mais dificíl de todas, talvez, fosse a lição de olhar para dentro de mim mesmo, sob o encanto das drogas, que separavam a mente do corpo, doente e nauseado, enquanto a mente voa livre, superando os limites do tempo e do espaço, e ler nas páginas do passado e do futuro..."

19 de agosto de 2009

Teoria




Luta contra a dor do amor



Mil palavras, um traço


e a vida sem sentido segue


e só parece cair


mesmo assim persiste em lutar


empunhando a espada


com o coração dilacerado


expõem a ferida


e a face da alma.


Mostra que o amor


é veneno


que faz padecer.


Porém não te deixe


em desespero,


levante a cabeça,


se apoie em sua armadura


e da queda faça um golpe


rápido, certeiro


acabe com essa dor


e não deixe ser mais uma vez ferido.


Volte a lutar


pelo que lhe faz bem.


Pois as lembranças


ficarão à beira do campo


como a armadura que lá perdura


Suja de sangue, de dor.

12 de agosto de 2009

Loucos?!?

Antes que você torça o nariz e sinta náuseas diante dessas falas grotescas e corpos arruinados pelos hospícios e pela vida, saiba que pelo avesso elas falam de beleza, saúde, alegria, bem-estar e esperança. Compare-se à essas pessoas (sim, são pessoas, membros de nossa espécie Homo sapiens, gerados em ventres humanos), e descubra que sua ocasional infelicidade é insignificante, que sua ligeira depressão é frescura, que suas rugas são lindas e que o mundo chato que você vive é o paraíso.
Estes infelizes existem para lembrá-lo que sua felicidade é mais real do que você imagina. Sinta-se igual a eles.
Você é apenas o outro lado da moeda.

(Edson Brandão - "Museu da Loucura" - Barbacena/MG)